agronmonth, a countdown to dianna’s birthday
April 28th → Seven reasons why I love Dianna
- She loves animals
Percebeu que Delilah parecia mais calma. Focada até, Allejo diria, em alguma coisa que ele não conseguia identificar o motivo. Talvez fosse na conversa da dupla. Afinal ele sabia, que as tendências dela, eram sempre de rejeitá-lo. Ele percebeu que deveria começar a fazer o mesmo.
- Frio? Só nos encontramos duas vezes… Acho que isso não é um padrão seguro de análise. Temos que começar a contar, nas próximas. Ai você poderá dizer isso.
Fingiu não entendeu a comparação metafórica ali implícita. Quem se importava? Todos achavam que ele era burro mesmo. Colocou as mãos na cabeça, relaxado.
- Está mais feliz, Delilah? Desde a última vez que nos encontramos?
Allejo insistia em ser rude com Delilah, era perceptível. Novamente a loira conteve para não dizer nada. A única solução para não perder a cabeça novamente era sair do local, se jogar na chuva para qualquer lugar. A garota já estava irritada, decidiu ir. Caminhou até a saída, porém, antes de sair apenas disse algo que pensava - no momento- ser importante.
-Olha, eu peço desculpas se eu não sou boa o bastante para você me tratar com uma pessoa! Sim, uma pessoa, ser rude não é o modo certo de tratar alguém.
Novamente a loira disse em um tom calmo, não queria ficar mais irritado do que já estava. As palavras que a garota tinha dito - na sua opinião- já deveriam ter sido ditas antes, só esperou a hora certa para dizer. Virou as costas para o Allejo e caminhou até a saída.
Allejo deu um pequeno sorriso. Era uma questão interessante para se pensar, afinal. Levando em conta o último encontro dos dois.
- Talvez. Eu acho que quem deve responder isso é você. Tipo, não acha que exagerou um pouquinho da última vez? - Sorriu um pouco. - Não precisava me abandonar daquele jeito. Estava legal conversar com você.
Imaginou que poderia ouvir uma repreensão, ou algo do tipo. Sabia que Delilah não era esse tipo de garota. Tinha noção do que deveria dizer, e do que não. Mas, era melhor ser ele mesmo, do que uma farsa, para agradar alguém.
A garota gostando dele ou não, Allejo gostava de companhia. E ela era uma boa. O fazia refletir. Valia a pena. E ao menos durante a chuva, não havia como ela ir embora.
Já era um tanto previsível a forma como Allejo trataria Delilah. Na sua visão, Allejo se sentia superior quando se tratava de Delilah. A loira sentia raiva de Allejo, porém, no fundo -bem no fundo- tinha uma pequena queda pelo mesmo. A canadense goleava o café enquanto ouvia as idiotices que o jogador dizia, precisava manter sua boca ocupada com algo para não falar o que não deveria.
Respirou fundo antes de responder. Também, pensou um pouco antes de falar a garota não costumava a pensar antes de falar algo e isso geralmente causava problemas para ela.
-Já reparou que toda vez que eu te encontro está frio?- Delilah disse em um tom calmo, e soltou uma risada rápida quando terminou de falar.
Não era de sua intenção brigar novamente. Da ultima vez que eles tinham se falado o fim não foi dos melhores e Delilah sabia que tinha que se conter.
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April 26th → Seven reasons why I love Dianna
- You, Me & Charlie
Estava chovendo muito forte. Era uma verdadeira trovoado. Allejo estava todo molhado, e morrendo de medo dos raios que se manifestavam na tarde nublada. Achou incrível como o tempo fechou do nada, e o céu se precipitou na forma de água.
Nada de edifícios abertos, nem marquises. Ah, essas até tinham, mas não traziam a menor segurança. E os raios eram quase tão ruins quanto o frio e a água que caia em sua cabeça.
Finalmente encontrou um prédio que estava aberto. Disparou lá para dentro e finalmente ficou um pouco mais tranquilo. Sorriu ao reconhecer Delilah, que também se refugiava ali. Aparentemente, assim como ele, ela não conseguira voltar a sede da Republic a tempo.
Sabia que a garota não ia muito com sua cara, mas sorriu. Gostava dela, apesar de tudo.
- Olá. Que surpresa agradável Delih!
Delilah acabara de sair de sua casa quando começo a chover. Com um café na mão e sua velha polaroid, correu pela cidade até encontrar um velho prédio. Pressionou a entrada com força, para que abrisse logo. Inútil a entrada demorou alguns minutos para abrir. Parecia que ela estava esperando Delilah entrar em pânico para deixar que a garota entrasse.
Abrigou-se rapidamente dentro do prédio, sentou-se encostada em uma parede qualquer. A cada trovoada a garota ficava mais apavorada.
Goleava o resto de café que ainda tinha quando ouviu uma voz lhe chamando. Olhou para trás para ver quem dizia, Allejo, um rapaz que tinha conhecido semanas antes. A primeira impressão que a loira formou não era das melhores, na verdade, nem era boa.
-Devo ficar feliz com a sua presença? -
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April 22nd → Seven reasons why I love Dianna
- Her love for her fans
Jude cantava com empolgação. Pensava estar sozinha, pois já havia dias que estava tocando sem parar e nenhuma das pessoas que Cloud havia falado tinha aparecido.
Tinha começado o possível refrão de sua nova música quando uma voz fez a garota pular no banco, totalmente pega pelo susto. Se desequilibrou e quase foi para o chão. Olhou para a pessoa que tinha falado e se viu diante de uma garota extremamente bonita.
- Você já quase me matou. - Respondeu, tentando fazer seu coração voltar ao ritmo normal. - Acho que tive um ataque cardíaco, perai…
Para Delilah, foi uma pena interromper a garota já que ela cantava tão bem. Logo se desculpou do seu ato, “Me desculpa!” e logo riu da reação da mesma. Nunca ninguém chegou nesse ponto com os sustos da loira, então o momento foi um tanto glorioso para a mesma.
Completou rapidamente o que disse “Sou Delilah. Você?”. A loira passou para a frente do banco, colocou os livros que carregava por cima do banco e em seguida ficou de frente para a garota “Então, o que cantava?”
Julian estava no banco de uma praça qualquer. Era perto de sua nova casa. Tinha achado uma loja de instrumentos pelas redondezas, onde pegara um violão e alguns acessórios para o mesmo.
Dedilhava-o como nunca, mesmo que provavelmente ninguém escutaria.
Sua criatividade se mostrara ainda viva desde que começou a se focar mais em outras coisas, a não ser sua sobrevivência. Por isso estava escrevendo uma música. Por isso estava naquele parque. Por isso estava sozinha.
Ou pensava estar.
Delilah caminhava pela praça quando ouviu o som de violão vindo de algum dos bancos. Era um tanto estranho ver alguém tocando por lá, tudo já estava sem vida e de repente alguém tocava um violão, a situação era um tanto única para Delilah.
A loira caminhava em direção de quem estava tocando, que estava de costas, do mesmo modo como um assassino caminha até sua vitima, calmamente e silenciosamente.
Desde nova a loira já sonhava em estar em algum palco, cantando, então de certa forma o momento fez a mesma relembrar sua infância, cantando enquanto a mãe comia depois de um longo dia de trabalho.
Assim que chegou perto de quem tocara o violão disse rapidamente “Se eu fosse uma assassina eu poderia te matar agora”, depois deu um sorriso, não era a sua intenção assusta-la.